Cover do episódio 131: O que aprendi com o AWS Cost Explorer depois de uma conta surpresa
#13118 de janeiro, 20212 min leituraInfra que Aprendi na PráticaS5 · 2020–2021

O que aprendi com o AWS Cost Explorer depois de uma conta surpresa

Em 2021 minha conta AWS foi R$800 num mês que deveria ser R$80. Aprendi mais sobre cloud cost management naquele mês do que nos doze anteriores somados.

AWSFinOpsCloudCusto

A conta AWS chegou 10x maior do que esperava.

Não era erro. Eram recursos que eu tinha criado, esquecido, e que ficaram rodando cobrando por hora.

Um NAT Gateway que ficou ativo depois que eu deletei a instância que usava. Um volume EBS de 500GB que criei para teste e não deletei. Snapshots automáticos de RDS que cresceram sem limite de retenção configurado.

Cada item sozinho parecia barato. Somados, em 30 dias, chegaram a uma conta que doeu.


Custo em cloud é diferente de custo de infraestrutura física.

Em datacenter físico, você paga pelo hardware independente de usar ou não. Em cloud, você paga por hora de uso — mas "uso" inclui existir, não só estar ativo.

Volume EBS existe e cobra mesmo que não tenha instância attached. NAT Gateway cobra por hora e por GB de tráfego. Snapshot cobra por GB-mês armazenado.


O que implementei depois:

AWS Budgets: alerta quando spend mensal passa de um threshold. Simples de configurar, salva você de surpresa.

AWS Console → Billing → Budgets → Create budget
Cost budget: $50/month
Alert: 80% ($40) e 100% ($50)
Notifica: email

Tagging obrigatório: todo recurso tem tag Environment e Project. Facilita entender no Cost Explorer de onde está vindo o custo.

Lifecycle policies no S3: arquivos que não são acessados há 30 dias vão para S3 Glacier (99% mais barato). Arquivos há 90 dias são deletados se não são dados críticos.

Revisão semanal de 5 minutos no Cost Explorer: olha os top 5 serviços por custo, verifica se tem pico inesperado. Não precisa ser análise profunda — só garantir que não tem nada rodando sem saber.


FinOps — Financial Operations para cloud — virou disciplina própria em times de plataforma. Não porque empresas grandes são caídas no dinheiro, mas porque cloud sem visibilidade de custo é conta que cresce silenciosamente.

A mentalidade que mudou: em cloud, deletar é tão importante quanto criar. Recurso não utilizado não é neutro — é custo passivo.

Hoje, qualquer ambiente temporário (staging, teste, POC) tem uma data de expiração definida na tag. Quando chega a data, deleta. Sem negociação.